Lula afirma pré-candidatura à reeleição; direita também se movimenta

  • 10/02/2026

Lula afirma pré-candidatura à reeleição; direita também se movimenta
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado, 7, durante a celebração do aniversário do Partido dos Trabalhadores em Salvador (BA), que será candidato à reeleição em 2026. Em um longo discurso em tom eleitoral, ele convocou a militância para o que classificou como uma “guerra política”, defendeu a construção de alianças amplas e declarou que a fase “Lulinha paz e amor” chegou ao fim. Lula também exaltou a trajetória da legenda, que completa 46 anos, e reforçou a estratégia de contrastar sua gestão com os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).

A comemoração reuniu dirigentes, parlamentares, ministros e militantes por três dias na capital baiana. Em sua fala, o presidente cobrou unidade interna e criticou disputas históricas que, segundo ele, enfraqueceram o partido ao longo dos anos. Ele orientou o PT a ampliar alianças para a disputa de 2026, elogiou a parceria com PSB e PCdoB, e defendeu que a filiação partidária não seja guiada apenas por interesses eleitorais. Lula também destacou o papel do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a quem classificou como aliado respeitado e fundamental para a coalizão política.

A articulação eleitoral envolve negociações com partidos do Centrão e a tentativa de ampliar o tempo de campanha e a base de apoio. O presidente avalia mudanças na composição da chapa e também busca atrair o MDB para uma possível aliança. Já na oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem defendido endurecimento das leis penais, fim das saídas temporárias para presos e retomada do controle estatal sobre áreas dominadas por facções criminosas. O parlamentar também propõe fortalecer a autonomia econômica do país, ampliar investimentos em infraestrutura e formar uma base majoritária no Congresso para viabilizar reformas estruturais.
O foco estratégico tanto da esquerda quanto da direita, porém, recai sobre o Senado Federal. Das 81 cadeiras, 54 serão renovadas em 2026, e ambos espectros consideram essencial ampliar sua presença para garantir maioria em grandes decisões. O cálculo político aponta que, além de manter posições atuais, a esquerda precisará conquistar novos assentos para evitar que a oposição domine e influencie decisões institucionais relevantes.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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